24/10/2016 / Fonte: DR. EDUARDO M. OTANI

Jogo da asfixia: quais as suas consequências!!!

A brincadeira do desmaio, também conhecida como jogo da asfixia, é uma brincadeira de alto risco, porém bastante frequente entre adolescentes e adultos jovens.

Duas são as técnicas usadas: a compressão do tórax após um período de hiperventilação e o estrangulamento. Com a compressão torácica os pulmões não conseguem expandir e, portanto, não se enchem de ar, ou melhor, de oxigênio, necessário para a sobrevivência de todos os órgãos do corpo humano. Com o estrangulamento as artérias carótidas são comprimidas impedindo o fluxo de sangue para o cérebro, levando, também a falta de oxigênio ao órgão.

A parada da oxigenação temporária no cérebro pode provocar além da perda de consciência, espasmos musculares, formigamento em membros, vertigem, convulsões, coma e morte. O mecanismo é semelhante ao do AVC isquêmico, podendo ou não deixar sequelas, sendo as mais comuns nas áreas da memória, da visão e da fala. Observam-se também sequelas motoras, com a possibilidade de paralisias irreversíveis. Quando a parada cardiorrespiratória acontece as chances de sobrevivência são muito pequenas.

A prática do desmaio visa não só o desafio proposto na brincadeira, mas também o prazer posterior a ele, provocado pela liberação de neurotransmissores após a interrupção do fluxo de oxigênio cerebral. A sensação é semelhante àquela sentida com o uso de drogas ilícitas e pode tornar-se uma prática habitual pela busca de sensações agradáveis, mesmo que fugazes.

Além dos riscos da hipóxia (falta de oxigênio) descritos acima, a incidência de ferimentos consequentes a perda de consciência também é elevada. Escoriações, traumatismos cranianos, fraturas de membros, nariz e de dentes são frequentes.

Comumente o primeiro contato com o choking game é com um grupo de amigos, mas a busca pela repetição da sensação de prazer faz com que muitos jovens passem a provocar o estrangulamento sozinhos, o que aumento o risco de consequências dramáticas, uma vez que não tem ninguém para ajuda-los caso ocorram perdas de consciência muito duradouras. Três segundos são suficientes para matar inúmeras células neuronais, 5 segundos são o suficiente para levar à morte.

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