15/02/2015 / Fonte: DR. EDUARDO M. OTANI

Pílula do dia seguinte: contraceptivo de emergência

Longe de ser um bom método anticoncepcional, a pílula pode evitar que a mulher venha a enfrentar as consequências de uma gravidez indesejada.

Os tabus que envolvem o sexo, a proibição pela igreja católica e protestante por considerá-la abortiva, o medo de que as mulheres façam o uso excessivo ou indevido desse medicamento dificultam o acesso a informações sobre seu uso correto e disponibilidade. Contudo, de pouco adianta distribuir a pílula nos postos de saúde se quase não há divulgação a respeito do anticonceptivo, abrindo espaço para que circulem informações erradas a respeito.

A pílula do dia seguinte não é abortiva, ela evita ou adia a ovulação, caso ainda não tenha ocorrido, e não deixa formar o endométrio gravídico, a camada que recobre o útero para receber o óvulo fecundado. Assim, a gravidez não ocorre.

Deve ser tomada imediatamente após a relação sexual desprotegida ou até 72 horas depois. Quanto mais depressa a mulher tomar a pílula, mais eficaz ela será.

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